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Home » Nova tecnologia brasileira identifica conservante proibido em água, suco e vinho

Nova tecnologia brasileira identifica conservante proibido em água, suco e vinho

in Tecnologias
Tempo de leitura: 3 mins read
Nova tecnologia brasileira identifica conservante proibido em água, suco e vinho

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um sensor de cortiça com laser capaz de detectar um conservante proibido em bebidas, como água, vinho e sucos. Essa nova tecnologia brasileira promete trazer mais segurança para os consumidores e pode revolucionar a forma como as empresas realizam seus processos de controle de qualidade.

O conservante em questão é o ácido sórbico, que é utilizado para prolongar a durabilidade dos alimentos, mas que em altas concentrações pode ser prejudicial à saúde humana. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o consumo excessivo desse conservante pode causar problemas gastrointestinais, alergias e até mesmo alterações no sistema nervoso central.

O sensor de cortiça com laser foi desenvolvido pelo Laboratório de Espectroscopia Molecular da UFSCar, em parceria com a empresa brasileira de tecnologia Quasar, e utiliza a técnica de espectroscopia Raman para identificar a presença do ácido sórbico nas bebidas. Essa técnica consiste em enviar um feixe de laser para a amostra e analisar a luz refletida, que possui informações sobre as moléculas presentes na amostra.

Segundo o professor Luís Gustavo Dias, coordenador da pesquisa, o sensor é capaz de detectar concentrações de ácido sórbico a partir de 1 parte por milhão (ppm), o que é considerado um nível muito baixo. Além disso, ele pode ser utilizado em diferentes tipos de bebidas, como água, vinho e sucos, e possui uma alta precisão e rapidez na identificação do conservante.

A importância dessa descoberta vai além da detecção do ácido sórbico em bebidas. O sensor também pode ser utilizado para identificar outros compostos químicos, como pesticidas e aditivos alimentares, o que pode auxiliar na fiscalização e controle de qualidade dos alimentos.

Outro ponto positivo é que o sensor é portátil e de baixo custo, o que facilita a sua utilização em diferentes ambientes, como fábricas, laboratórios e até mesmo supermercados. Além disso, ele é não invasivo, ou seja, não é necessário abrir a embalagem da bebida para realizar a análise, o que evita o desperdício e mantém a integridade do produto.

Os pesquisadores da UFSCar já realizaram testes com diferentes tipos de bebidas e obtiveram resultados promissores. Agora, o próximo passo é aprimorar o sensor e buscar parcerias com empresas do setor alimentício para que essa tecnologia possa ser utilizada em larga escala.

A descoberta dos pesquisadores da UFSCar é um grande avanço para a ciência brasileira e para a segurança dos consumidores. Com o sensor de cortiça com laser, será possível garantir a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, além de auxiliar na fiscalização e no controle de irregularidades na produção de bebidas.

Além disso, essa tecnologia também pode ajudar a impulsionar o setor alimentício brasileiro, que é um dos maiores do mundo. Com um controle de qualidade mais rigoroso, as empresas nacionais poderão conquistar novos mercados e aumentar a confiança dos consumidores em relação aos produtos brasileiros.

É importante ressaltar que a pesquisa realizada pela UFSCar e pela Quasar é um exemplo do potencial da ciência brasileira e da importância de investimentos em tecnologia e inovação. Afinal, é por meio de pesquisas como essa que é possível desenvolver soluções que impactam positivamente a sociedade e a economia.

Com o avanço da tecnologia e a busca por uma alimentação mais saudável e segura, é fundamental que novas descobertas sejam feitas para melhorar a qualidade dos alimentos

Tags: Prime Plus

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