“É parvo, é um desperdício de tempo e de energia e, acreditem em mim, NÃO é o que ele quereria”, foram as palavras fortes e emocionadas de Zelda Williams, filha do famoso ator e comediante Robin Williams, sobre a recriação artificial do seu pai.
Recentemente, surgiram notícias sobre uma empresa que estaria utilizando inteligência artificial para criar uma nova versão digital do ator, que faleceu em 2014. Tal tecnologia, conhecida como “deepfake”, é capaz de criar vídeos e áudios extremamente realistas utilizando imagens de uma pessoa, mesmo que ela já tenha falecido.
A ideia de trazer de volta um ente querido, mesmo que de forma virtual, pode parecer tentadora em um primeiro momento. Afinal, quem não gostaria de ter mais um momento, mais uma conversa com alguém que já se foi? No entanto, é importante refletir sobre as consequências e o impacto emocional que isso pode causar.
Em sua declaração, Zelda Williams ressalta que tal ação é “parva” e um “desperdício de tempo e de energia”. E não poderíamos concordar mais com ela. Afinal, ao invés de se dedicarem a projetos que possam honrar a memória de Robin Williams e seu legado, essas pessoas estão utilizando seu nome e imagem para fins comerciais.
Além disso, é importante lembrar que essa recriação artificial não é o que o próprio Robin Williams desejaria. Em vida, ele foi um grande defensor da privacidade e sempre se mostrou desconfortável com a ideia de sua imagem ser usada sem sua permissão. E, agora que ele já se foi, é ainda mais importante respeitar seus desejos.
Não podemos deixar de mencionar também o impacto emocional que isso pode ter em seus familiares e amigos. Para eles, esse tipo de recriação pode ser visto como uma invasão de privacidade e uma forma de não permitir que Robin Williams descanse em paz. Além disso, pode ser extremamente doloroso e traumático ver um ente querido sendo “revivido” de forma artificial.
É importante lembrar que a morte faz parte da vida e é algo que todos nós iremos enfrentar um dia. É natural sentir saudade e desejar ter mais um momento com quem já se foi, mas é preciso aprender a lidar com essa perda de forma saudável. E, ao invés de tentar trazer alguém de volta de forma artificial, podemos honrar sua memória através de ações positivas e lembranças felizes.
Além disso, a tecnologia utilizada para criar esses “deepfakes” ainda é muito limitada e imperfeita. Isso significa que a versão virtual de Robin Williams não seria exatamente como ele era em vida, podendo até mesmo distorcer sua imagem e personalidade. Seria justo com sua memória e seu legado permitir que isso acontecesse?
No fim das contas, a recriação artificial do pai de Zelda Williams não é o que ele quereria e não é a forma adequada de honrar sua memória. Em vez disso, podemos nos lembrar dele através de seus trabalhos, seus personagens icônicos e seu impacto positivo na vida de tantas pessoas.
Portanto, vamos respeitar a vontade de Robin Williams e não apoiar essa prática de recriação artificial, que não apenas é “parva” e um “desperdício de tempo e de energia”, mas também desrespeita sua memória e causa dor àqueles que realmente se importam com ele. Que seu legado continue vivo através de suas obras e do amor que ele deixou em nossos corações.







