A cidade de Campinas, localizada no estado de São Paulo, ganhou destaque no cenário mundial ao receber a maior biofábrica do mundo, inaugurada pela empresa britânica Oxitec. O objetivo da fábrica é produzir mosquitos geneticamente modificados, capazes de combater a dengue, zika e chikungunya.
A Oxitec já possui uma fábrica em Piracicaba, também no estado de São Paulo, mas a nova unidade é considerada a maior do mundo, com capacidade de produzir até 60 milhões de mosquitos por semana. A empresa aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar sua operação.
O projeto da biofábrica foi desenvolvido em parceria com a prefeitura de Campinas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com investimento de aproximadamente R$ 35 milhões. A estrutura conta com tecnologia de ponta e foi projetada para garantir a biosegurança, seguindo os mais rigorosos padrões internacionais.
A Oxitec é uma empresa pioneira no desenvolvimento de insetos geneticamente modificados para combater doenças transmitidas por mosquitos. Seu método consiste na liberação de machos geneticamente modificados do mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da dengue, zika e chikungunya. Esses machos se reproduzem com as fêmeas selvagens, gerando larvas que não conseguem chegar à fase adulta, reduzindo assim a população de mosquitos transmissores.
A tecnologia utilizada pela Oxitec é conhecida como “Insetos Estéreis” e já foi testada com sucesso em diversas localidades do mundo. Em Piracicaba, por exemplo, após a liberação dos mosquitos geneticamente modificados, houve uma redução de 95% na população de Aedes aegypti. Além disso, a empresa garante que seu método é seguro para o meio ambiente e não apresenta riscos à saúde humana.
A inauguração da maior biofábrica do mundo em Campinas é uma ótima notícia para o Brasil, que enfrenta uma epidemia de dengue com mais de 1,5 milhão de casos registrados até o momento. Com essa nova unidade, a expectativa é que o país possa ampliar suas ações de combate a essas doenças e contribuir para a redução dos casos.
Além disso, a fábrica também traz benefícios econômicos para a região. A Oxitec estima que, além de gerar cerca de 100 empregos diretos, a produção e venda dos mosquitos geneticamente modificados podem gerar uma receita anual de até R$ 600 milhões. Além disso, o Brasil poderá se tornar uma potência na produção desses insetos, exportando sua tecnologia e conhecimento para outros países.
A inauguração da biofábrica em Campinas é mais um exemplo de como a ciência e a tecnologia podem ser grandes aliadas na luta contra doenças que assolam nosso país. Outro exemplo é a vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, também em São Paulo, que está em fase final de testes e pode ser uma importante ferramenta para prevenir a doença.
Em um momento em que o mundo enfrenta uma pandemia do novo coronavírus, é fundamental valorizar e apoiar iniciativas como essa, que buscam soluções inovadoras e eficazes para combater doenças que afetam a saúde e a qualidade de vida da população. A inauguração da maior biofábrica do mundo em Campinas é um motivo de orgulho para todos os brasileiros e mostra que, mesmo diante de grandes desafios, podemos encontrar soluções que podem mudar a realidade de milhões de pessoas.
A Ox







