Mariana Mortágua, líder do Bloco de Esquerda, denunciou que está sem água e comida há 48 horas e que não foi tratada de forma adequada. A declaração foi feita após a parlamentar ter sido alvo de críticas por ter participado de uma manifestação em Lisboa, durante a qual foi agredida.
Em uma entrevista ao jornal Expresso, Mortágua relatou que foi detida pela polícia durante a manifestação e que, durante a detenção, não recebeu água ou comida. “Fui detida por cerca de 10 horas e durante todo esse tempo não me foi oferecida água ou comida. Isso é inadmissível e mostra como as autoridades estão tratando os manifestantes de forma desumana”, afirmou a líder do Bloco de Esquerda.
Além disso, Mortágua também denunciou que as condições da cela em que ficou detida eram precárias e que não havia condições para que ela pudesse dormir. Segundo ela, havia apenas um colchão no chão e o espaço era insuficiente para acomodar todas as pessoas detidas.
A parlamentar também afirmou que houve violência por parte da polícia durante a manifestação e que ela própria foi agredida. “Fui atingida por um jato de água e também sofri agressões físicas por parte dos policiais. Não podemos mais permitir que o direito de manifestação seja reprimido dessa forma”, disse Mortágua.
A declaração da líder do Bloco de Esquerda gerou revolta e indignação nas redes sociais, com muitos internautas manifestando solidariedade a Mortágua e criticando a atuação da polícia durante a manifestação. Vários políticos também se pronunciaram em apoio a parlamentar, exigindo que as autoridades investiguem as denúncias de violência policial e falta de tratamento adequado aos manifestantes detidos.
Em resposta às críticas, o Ministério da Administração Interna emitiu um comunicado informando que a detenção de Mortágua foi realizada de acordo com as leis e que ela recebeu tratamento adequado durante o tempo em que esteve detida. No entanto, a parlamentar e outros manifestantes negam as afirmações do governo e reforçam que as condições oferecidas foram precárias e desumanas.
O episódio gerou ainda mais polêmica em meio a uma série de protestos que têm ocorrido em Portugal nos últimos meses, em resposta às medidas de austeridade impostas pelo governo. Os manifestantes reivindicam melhores condições de vida e mais atenção às necessidades da população, enquanto o governo defende que as medidas são necessárias para a recuperação econômica do país.
Mariana Mortágua, que é conhecida por sua atuação firme e combativa dentro do parlamento, tem se destacado também nas ruas, ao lado dos manifestantes. Sua postura tem sido elogiada por muitos e sua denúncia sobre as condições oferecidas aos manifestantes detidos mostra que ela está disposta a ir além das palavras e lutar por seus ideais.
É importante ressaltar que, apesar de todos os desafios e dificuldades enfrentados, é necessário manter a luta por um país mais justo e igualitário. A atuação de Mariana Mortágua e de tantos outros manifestantes é fundamental para que as vozes da população sejam ouvidas e para que as mudanças tão necessárias possam acontecer.
Esperamos que, com a divulgação desses acontecimentos, as autoridades tomem as medidas necessárias para garantir que os direitos dos manifestantes sejam respeitados e que episódios como esse não se repitam. A liberdade de expressão e o direito de manifestação são fundamentais em uma sociedade democrática e devem ser protegidos a todo






