Desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro de Israel em 2009, Benjamin Netanyahu tem feito de tudo para tornar inviável a criação de um Estado palestiniano. Em seu longo mandato, ele tem implementado políticas e ações que prejudicam diretamente os palestinos e sua busca por um lar e uma identidade nacional.
No entanto, em janeiro de 2020, foi anunciado o tão aguardado “Plano de Paz para o Oriente Médio” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Muitos esperavam que esse plano pudesse trazer alguma esperança para o povo palestino, mas infelizmente, isso não aconteceu. O plano de Trump e Netanyahu não é uma solução justa e viável para o conflito entre israelenses e palestinos. Pelo contrário, ele é totalmente desequilibrado e favorável aos interesses de Israel.
Um dos principais problemas com o plano de paz é que ele não menciona a tão sonhada solução de dois Estados. Ou seja, não há menção de um Estado palestino independente e soberano, ao lado do Estado de Israel. Isso é extremamente preocupante, pois a solução de dois Estados é amplamente reconhecida como a única forma de paz duradoura na região. Além disso, o plano proposto por Trump e Netanyahu prevê a anexação de partes significativas da Cisjordânia, incluindo os assentamentos ilegais israelenses, tornando ainda mais difícil a criação de um Estado palestino.
Além disso, o plano também prevê a presença de soldados israelenses em todo o território palestino, tornando a Palestina ainda mais dependente de Israel. Essa é uma clara violação da soberania e autodeterminação do povo palestino. E mesmo com a possibilidade de um Estado palestino, o plano estabelece que Jerusalém seria a capital “unificada” de Israel, sem sequer considerar a reivindicação dos palestinos sobre a cidade sagrada.
Netanyahu tem apoiado e incentivado o plano de Trump, pois ele sabe que isso lhe trará benefícios políticos e reforçará seu poder no país. No entanto, é importante lembrar que a busca por um Estado palestino independente não é uma ameaça aos interesses de Israel. Pelo contrário, a criação de um Estado palestino viável e justo é uma oportunidade para a paz e a coexistência entre as duas nações.
Não podemos esquecer que os palestinos vivem há décadas sob ocupação e resistem bravamente às políticas opressoras e discriminatórias de Israel. Eles merecem uma solução pacífica e justa para seu sofrimento e luta. Por isso, é crucial que o plano de paz de Trump e Netanyahu seja rejeitado e que as negociações em direção a uma solução de dois Estados sejam retomadas.
É inegável que o processo de paz no Oriente Médio é complexo e delicado, mas isso não significa que devemos abandonar a esperança. É preciso que a comunidade internacional se una e pressione Israel a respeitar os direitos do povo palestino e a buscar uma solução justa e equilibrada para o conflito. É necessário que haja diálogo e negociação entre as duas partes, com base no respeito mútuo e na busca por uma convivência pacífica e sustentável.
Por fim, é importante lembrar que o povo palestino não é menos humano, não é menos merecedor de uma pátria, só porque estão lutando contra uma potência militarizada. O plano de paz de Trump e Netanyahu é um duro golpe para os palestinos e para todos aqueles que acreditam em um mundo mais justo e igualitário. Não podemos ficar calados diante dessa injustiça. Devemos nos solidar






