No dia 7 de agosto de 2021, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler, confirmou que a consulta pública sobre as faixas de frequência para o leilão do 6G no Brasil será aberta. Entretanto, a medida está sendo contestada pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint).
O leilão do 6G, que será realizado pela Anatel, tem como objetivo disponibilizar as faixas de 6 GHz para as empresas de telecomunicações que desejam oferecer serviços de internet de alta velocidade. Essa tecnologia promete uma conexão ainda mais rápida e estável, tornando possível a utilização de novas aplicações e serviços digitais.
Apesar da importância do leilão para o avanço tecnológico do país, a Abrint contesta a medida e alega que a faixa de 6 GHz é essencial para os provedores de internet, que utilizam essa frequência para oferecer conexões de qualidade aos clientes. Além disso, a associação afirma que a abertura dessa frequência para o leilão pode prejudicar os serviços já prestados pelas pequenas empresas de internet.
A preocupação da Abrint é justificada, já que os provedores de internet são responsáveis por grande parte da conexão de internet no Brasil, principalmente em áreas rurais e de baixa densidade populacional, onde as grandes operadoras não atuam. Além disso, esses provedores também são responsáveis por oferecer planos mais acessíveis e de qualidade para a população de baixa renda.
A associação também questiona a necessidade de disponibilizar a frequência de 6 GHz para o leilão, visto que as empresas de telecomunicações já possuem outras faixas de frequência disponíveis para a utilização do 5G e futuramente do 6G. A Anatel, por sua vez, afirma que a abertura da consulta pública é necessária para a definição das regras e condições do leilão.
Apesar da contestação da Abrint, a Anatel reforça que a decisão de disponibilizar a faixa de 6 GHz para o leilão foi baseada em estudos técnicos e em consonância com as diretrizes internacionais para a implantação do 5G e do 6G. Além disso, a agência ressalta que o leilão é uma oportunidade para a entrada de novos investidores no mercado de telecomunicações, aumentando a concorrência e oferecendo mais opções de serviços para a população.
É importante destacar que o leilão do 6G faz parte de um plano estratégico da Anatel para o desenvolvimento do setor de telecomunicações no Brasil. A implantação dessa tecnologia é fundamental para a transformação digital do país, impulsionando a economia e a conectividade entre as pessoas.
A resistência da Abrint mostra a importância da participação e do diálogo entre as empresas e órgãos reguladores para a tomada de decisões que impactam diretamente no mercado. Porém, é necessário que haja um equilíbrio entre os interesses das grandes operadoras e dos provedores de internet menores, para que a população seja beneficiada com serviços de qualidade e preços acessíveis.
Em resumo, o leilão do 6G no Brasil é uma medida importante para o avanço tecnológico do país, porém está sendo contestado pela Abrint, que alega a necessidade da frequência de 6 GHz para os provedores de internet. A Anatel, por sua vez, defende a abertura da consulta pública e reforça a importância da tecnologia para a transformação digital do país. O diálogo e a busca por um equilíbrio entre os interesses das empresas é fundamental para o sucesso do leilão e para a oferta de serviços de qualidade para a população brasileira.







