O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) tomou uma importante decisão em relação ao Centro de Reabilitação de Álcool e Drogas (CRAD) de Timbó. Em 8 de maio, foi emitida uma ação civil pública que pede a interdição total e imediata da instituição, além de fixar uma multa diária de R$ 500 por interno.
Essa ação foi motivada por uma vistoria realizada no dia 31 de março, na qual foram constatadas diversas irregularidades e condições precárias no CRAD. O Ministério Público, em sua função de defender os direitos e interesses da sociedade, não poderia deixar de tomar medidas para garantir a segurança e o bem-estar dos internos.
O CRAD de Timbó é uma instituição que tem como objetivo oferecer tratamento para dependentes químicos, com foco na recuperação e reinserção social. No entanto, a vistoria realizada pelo MPSC revelou uma realidade preocupante. As condições encontradas no local eram inadequadas e colocavam em risco a saúde e a integridade física dos internos.
De acordo com o relatório da vistoria, o CRAD não possuía alvará sanitário e nem licença de funcionamento. Além disso, havia falta de profissionais qualificados para atuar no tratamento dos dependentes químicos, ausência de acompanhamento médico e psicológico adequado, além de problemas estruturais no prédio.
Diante dessa situação, o MPSC não teve outra alternativa senão entrar com a ação civil pública para interditar o CRAD de Timbó. A decisão foi tomada com base na legislação que prevê a proteção dos direitos dos usuários de serviços de saúde e também na Constituição Federal, que garante o direito à saúde como um dever do Estado.
É importante ressaltar que essa ação não tem como objetivo prejudicar o trabalho de recuperação realizado pelo CRAD. Pelo contrário, o Ministério Público busca garantir que os internos recebam um tratamento adequado e de qualidade, conforme previsto em lei. A interdição é uma medida necessária para que as irregularidades sejam corrigidas e a instituição possa funcionar de forma regular e segura.
Além disso, a fixação de uma multa diária de R$ 500 por interno tem como objetivo garantir que a decisão seja cumprida de forma efetiva e que os responsáveis pelo CRAD sejam motivados a resolver as questões apontadas na vistoria. O valor da multa também pode ser revertido para a melhoria das condições da instituição e do tratamento oferecido aos internos.
O Ministério Público de Santa Catarina reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos dos cidadãos e com a garantia de um tratamento digno e eficaz para os dependentes químicos. A interdição do CRAD de Timbó é uma medida necessária para garantir que a instituição cumpra seu papel de forma adequada e responsável.
Esperamos que essa ação do MPSC sirva como um alerta para outras instituições que atuam no tratamento de dependentes químicos. É fundamental que todas as instituições que oferecem esse tipo de serviço estejam em conformidade com a legislação e ofereçam condições adequadas para a recuperação dos pacientes.
Acreditamos que, com a interdição do CRAD de Timbó e a correção das irregularidades apontadas, a instituição possa voltar a funcionar de forma regular e oferecer um tratamento de qualidade para aqueles que buscam se recuperar do vício. O Ministério Público continuará acompanhando de perto essa situação e tomando as medidas necessárias para garantir que os direitos dos internos







