Tragédias como essa nos deixam com o coração partido e nos fazem questionar o que leva uma pessoa a tirar a vida de outra, especialmente quando se trata de alguém tão próximo. Infelizmente, na manhã desta terça-feira, 29 de setembro, a cidade de Brusque, em Santa Catarina, foi palco de mais um feminicídio. Uma mulher de 43 anos foi brutalmente assassinada a facadas dentro de sua própria casa pelo companheiro.
Segundo informações da Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 7h, quando o autor, de 52 anos, desferiu diversos golpes de faca contra a vítima. O casal vivia junto há cerca de um ano e não havia histórico de violência doméstica registrado. O motivo do crime ainda é desconhecido, mas tudo indica que tenha sido motivado por discussões e desentendimentos entre o casal.
Após o homicídio, o agressor fugiu do local e se dirigiu a São Bento do Sul, onde foi localizado e preso pela polícia. Ele confessou o crime e foi encaminhado para a delegacia para prestar esclarecimentos. Ainda não se sabe se ele tinha algum tipo de histórico de violência ou se já havia ameaçado a vítima anteriormente.
Infelizmente, essa não é uma situação isolada. O feminicídio é um crime que vem crescendo assustadoramente em todo o país. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2019, foram registrados 1.314 casos de feminicídio no Brasil, o que representa um aumento de 7,3% em relação ao ano anterior. E esses números, infelizmente, continuam a crescer.
É importante ressaltar que o feminicídio é apenas a ponta do iceberg de uma cultura machista e violenta que ainda está presente em nossa sociedade. Muitas mulheres sofrem diariamente com violências físicas, psicológicas e verbais, mas nem sempre denunciam por medo ou por acreditar que a situação irá melhorar. É preciso quebrar esse ciclo e lutar por uma sociedade mais igualitária e respeitosa.
Além disso, é essencial que as autoridades tomem medidas mais efetivas para combater esse tipo de violência. É necessário investir em políticas públicas que visem a prevenção e o combate à violência contra a mulher, assim como garantir uma assistência adequada às vítimas. Também é preciso que as leis sejam aplicadas de forma mais rigorosa e que os agressores sejam punidos de maneira exemplar.
Porém, não podemos apenas esperar por ações governamentais. Todos nós, como sociedade, temos um papel importante nessa luta. É preciso que homens e mulheres se unam para combater o machismo e a violência de gênero. É necessário que sejamos mais empáticos e solidários com as vítimas e que denunciemos qualquer tipo de violência que testemunhemos ou que saibamos que está acontecendo.
Nesse momento de tristeza e dor, nossos pensamentos e sentimentos estão com a família e amigos da vítima. Que ela seja lembrada não apenas como mais uma estatística, mas como uma mulher forte e corajosa que teve sua vida interrompida de forma brutal. Que esse caso sirva como um alerta para que possamos refletir e agir para que outras mulheres não tenham o mesmo destino.
Por fim, é preciso lembrar que todos nós temos o direito de viver sem medo e sem violência. E é responsabilidade de cada um de nós lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as formas de violência sejam combatidas e as mulheres possam viver com dignidade e respeito. Não podemos







